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O segredo desvendado do apagão aéreo

Caos aéreo e aeroportos lotados

A crise aérea qualificada e motivada em números

Em número para melhor entender o setor de aviação e as consequências que levaram ao apagão, um levantamento publicado pela edição de 9 de abril do Jornal do Senado apresenta dados onde a ‘crise’ está quantificada e ‘motivada’

Enquanto o movimento de passageiros no país cresceu em ritmo acelerado nos últimos três anos (19% só em 2005), o investimento oficial em infra-estrutura de controle aéreo, equipamentos e formação de equipes foi reduzido quase à metade, graças também ao contingenciamento de verbas orçamentárias.

Entre 2000 e 2006, enquanto o número de passageiros transportados anualmente subiu de 41,7 milhões para 57,6 milhões, a frota de aviões despencou de 366 para 230, uma queda de 37%.

Parte dessa redução pode ser atribuída à crise da Varig, então a maior companhia aérea do país, que, de 2005 para 2006, perdeu 73 aeronaves e hoje opera com apenas 15.

Os aviões comerciais brasileiros, que até 2005 chegaram a voar com apenas metade de sua capacidade, hoje têm 72% de ocupação, em média.

Juntas, a TAM e a Gol (Varig) respondem por 86% das vendas de bilhetes.

Em 2006, a margem de lucro da Gol foi de 15%, e a da TAM, de 7,6%. No mercado internacional, margens entre 3% e 5% são raras e a maioria das companhias americanas e européias enfrenta prejuízos.





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